Como anda seu tempo?

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Todos ouvimos falar, há muito tempo, que tempo é dinheiro. Sem dúvida isto parece ser verdadeiro pelo que eu, pessoalmente, tenho podido comprovar. A única questão, e esta é certamente muito séria, é que o tempo passa de forma contínua e sem pausa. Assim, mesmo que eu não queira, sou obrigado a gastar meu tempo, e isto acontece igualmente para todos os seres vivos. Cada minuto que passa, no relógio universal, vai sendo continuamente debitando do tempo restante da vida de cada um.

Quando se diz, então, que tempo é dinheiro, talvez se queira dizer que será bastante engenhoso e inteligente transformar em investimento o gasto de tempo do nosso dia a dia. Se não podemos deixar de gastar, então que esse gasto traga algum benefício no futuro, por exemplo:

O Sr. José da Silva resolveu seguir os conselhos médicos e de amigos e frequentar uma academia de ginástica. Resistiu muito antes de fazê-lo, alegando que não dispunha de tempo para tal atividade. Acabou convencido de que, se investisse cerca de seis horas por semana em exercícios físicos, talvez estivesse ganhando alguns anos a mais em sua própria vida, além desta adquirir um nível de qualidade sensivelmente melhor.

Planejar o investimento de seu tempo passa a ser, desta forma, uma atividade extremamente compensadora e relevante. Assim, no tempo que sobra do bom planejamento pode-se ser mais produtivo, conseguindo-se melhores resultados sob o ponto de vista profissional ou, até mesmo – o que é ainda mais importante – obtendo-se mais tempo livre para investir em coisas ligadas à satisfação pessoal, colhendo um lucro que se chama por ai de “felicidade”.

Se você não tem tempo para planejar suas atividades, onde é que você vai arranjar tempo para corrigir as deficiências da falta de planejamento? Esta é a pergunta que faz os “apagadores de incêndio” sintar-se bem desconfortáveis.

Para investir melhor o seu tempo, é preciso que você aprenda a planejá-lo de forma mais efetiva possível. Da mesma forma que você deve planejar seus investimentos em dinheiro, você deve proceder com o tempo. Talvez você não fique milionário, mas, quem sabe, acabe tornando-se um “seculário”?

E, da mesma forma que as pessoas têm formas diferentes de gastar ou de investir seu dinheiro, a forma de dispor ou de planejar o tempo também tem nuances pessoais que devem ser respeitadas. As pessoas têm gostos, hábitos, habilidades, anseios, enfim estilos e personalidades diferentes. E é isso o que devemos levar em conta na hora de construir uma forma de aprendizado sobre o melhor planejamento e aproveitamento do tempo de cada um. Não existe uma única receita. Na verdade cada pessoa tem que elaborar a sua própria, em função do seu jeito de ser, do seu estilo. É partir para a construção de uma metaferramenta. Ela é única, é sua…

OS TIMES DE TRABALHO AUTO DIRIGIDOS

A dinâmica do mundo dos negócios torna cada vez mais evidente a afirmação de Heráclito, no século V a.C., que diz que a única coisa permanente no mundo é a constante mudança.. O homem cria com uma rapidez cada vez maior, removendo barreiras e limites em intervalos de tempo sempre menores. Os mercados tornam-se cada vez mais exigentes e menos fiéis a produtos e marcas. As regras mudam continuamente e a antecipação ou, pelo menos, uma redução drástica no tempo de reação às mudanças faz-se essencial para a estratégia de perpetuação dos negócios.

A própria organização “corpo humano” usa bem o conceito de time autodirigido em sua estrutura: quando uma pessoa encosta a mão em uma panela quente, muito antes que o cérebro – sistema nervoso central – tome conhecimento do fato e providencias a respeito, um sistema conhecido por arco reflexo entra em cena – a nível medular – e “dá as ordens” para que a mão seja afastada imediatamente do contato agressivo.

Quando a alta administração do corpo – o cérebro – toma conhecimento do ocorrido, a ponta operacional já tomou as primeiras medidas para evitar danos maiores ao “negócio”. Nesta altura a alta administração pode criar novos padrões de procedimento, aprimorando o conhecimento da ponta com vistas a evitar situações semelhantes no futuro.

Trata-se de um aprendizado consequente, com poder de decisão e ação para que primeiro apreende o novo conhecimento. É tempo de reação menor, é redução do tempo de ciclo para o desenvolvimento.

Quando usar um time

O uso de um time para a solução de um problema para o aprendizado de novos caminhos de decisão – ou para o aproveitamento de uma oportunidade de aprimoramento, como considero mais atraente – deve ser feito levando-se em conta determinadas condições básicas para que, em última análise, ninguém esteja tentando usar um canhão para matar um mosquito. Assim, apresentamos um fluxograma bastante simples, mas eficaz, para a determinação do “usar ou não usar” o time para a realização de uma determinada tarefa.

Pense nisso!

Autores:

Prof. Ds. Carlos Corrêa – Instituto de Gestão e Informação – CEFET/RJ

Prof. A. Marins, MBA – Marins & Molnar Business Solutions – [email protected]

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